Depois de um dia e meio muito corrido em Paris, partimos para Bayonne de trem, e depois, de ônibus, para Saint Jean Pied de Port, de onde partiríamos para a pedalada. Como disse anteriormente, Magalie e Jerome moram na “grande Paris” e nosso trem partiu de uma estação no centro de Paris, lugar que nossos anfitriões não dominavam muito. Viva a tecnologia, Jerome mandou o endereço no GPS e tudo certo, em 30 minutos estaríamos lá. Saímos de casa 22:15h, nosso trem era 23:10h. Lembrando que estamos carregando duas bikes. Bike é tranqüilo de carregar, desde que ela esteja montada. As nossas ainda não estavam. Pense numa sacolona, daquelas dos sacoleiros do Paraguai, com 30Kg de bike e alforges. Tudo muito desengonçado. Pois bem.......estamos nós bonitões curtindo a night parisiense na autovia....o GPS só mostrando o caminho.....22 minutos para o destino.....20 minutos para o destino lá lá lá ri......Uma puta placa na estrada, *Le obre in La punte, desviu per aqui, só o que me falta, aqui na França também tem Murphy. Pois bem....sinaleiro fechado no desvio, quatro pistas de estradas afunilaram em uma e o GPS ali.... mudando... 30 minutos para o destino, isso já era 22:35. Aí pensei, quais as chances de um trem FRANCÊS atrasar cinco minutos? Gelamos. Eu, a Pri e o Jerome. Mas Deus é brasileiro e francês. Chegamos 23:05, corremos para retirar os tickets anteriormente reservados pela internet e exatamente 23:10 o trem partiu. A noite estava só começando.
Fomos de cabine, seis camas em cada uma.
72 73
74 75
76 77
Ficamos com a 74 e 75. Pois bem, depois de sofremos bastante até levarmos as bikes a lugares seguros - ninguém nos avisou que o vagão para bikes era o 27 e entramos no 23 – cada vagão tem 60 metros....fez a conta? Precisamos improvisar. Levamos uma das bikes para o vagão 27 durante uma parada rápida, e a outra, escondemos no quartinho do guardinha do trem...aquele que fura os tickets, - fomos dormir. Durante nossas andanças no trem em busca do tal “lugar seguro” notei um francês animado ao lado da maquininha de bebidas. Sem exagero, o cara mandou umas 6 latinhas rapidinho.
Adivinha...fomos sorteados, El borracho estava na cama exatamente abaixo da 74, a da Pri. Mano, trem na França é uma beleza, você deita na caminha e vai embora....desde que não tenha um cozido na tua cabine. O cara estava mal. Primeiro uivou...., então gemeu. Depois arrotou....peidou, é claro, e para acabar....virou de ladinho e vomitou. A essa altura, pra não moer de pau um cidadão desse, eu chorava de rir. A Pri estava apavorada, curtindo uma bufa francesa. Fedor de vômito com peito francês... ninguém merece. O cidadão simplesmente pegou uma blusa, jogou em cima da “pocinha” e voltou a dormir.
Graças a Deus já era 5:30 da manhã. Levantamos e esperamos nossa chegada. 6:10 estávamos em Bayonne. Tomamos um café com croissant e partimos para Saint Jean Pied de Port. De ônibus.
Pri e as bikes depois da inesquecível noite com El borracho francês. Foto: Leandro Taques
















































