segunda-feira, 24 de maio de 2010

El borracho francês

Depois de um dia e meio muito corrido em Paris, partimos para Bayonne de trem, e depois, de ônibus, para Saint Jean Pied de Port, de onde partiríamos para a pedalada. Como disse anteriormente, Magalie e Jerome moram na “grande Paris” e nosso trem partiu de uma estação no centro de Paris, lugar que nossos anfitriões não dominavam muito. Viva a tecnologia, Jerome mandou o endereço no GPS e tudo certo, em 30 minutos estaríamos lá. Saímos de casa 22:15h, nosso trem era 23:10h. Lembrando que estamos carregando duas bikes. Bike é tranqüilo de carregar, desde que ela esteja montada. As nossas ainda não estavam. Pense numa sacolona, daquelas dos sacoleiros do Paraguai, com 30Kg de bike e alforges. Tudo muito desengonçado. Pois bem.......estamos nós bonitões curtindo a night parisiense na autovia....o GPS só mostrando o caminho.....22 minutos para o destino.....20 minutos para o destino lá lá lá ri......Uma puta placa na estrada, *Le obre in La punte, desviu per aqui, só o que me falta, aqui na França também tem Murphy. Pois bem....sinaleiro fechado no desvio, quatro pistas de estradas afunilaram em uma e o GPS ali.... mudando... 30 minutos para o destino, isso já era 22:35. Aí pensei, quais as chances de um trem FRANCÊS atrasar cinco minutos? Gelamos. Eu, a Pri e o Jerome. Mas Deus é brasileiro e francês. Chegamos 23:05, corremos para retirar os tickets anteriormente reservados pela internet e exatamente 23:10 o trem partiu. A noite estava só começando.

Fomos de cabine, seis camas em cada uma.

72 73

74 75

76 77

Ficamos com a 74 e 75. Pois bem, depois de sofremos bastante até levarmos as bikes a lugares seguros - ninguém nos avisou que o vagão para bikes era o 27 e entramos no 23 – cada vagão tem 60 metros....fez a conta? Precisamos improvisar. Levamos uma das bikes para o vagão 27 durante uma parada rápida, e a outra, escondemos no quartinho do guardinha do trem...aquele que fura os tickets, - fomos dormir. Durante nossas andanças no trem em busca do tal “lugar seguro” notei um francês animado ao lado da maquininha de bebidas. Sem exagero, o cara mandou umas 6 latinhas rapidinho.

Adivinha...fomos sorteados, El borracho estava na cama exatamente abaixo da 74, a da Pri. Mano, trem na França é uma beleza, você deita na caminha e vai embora....desde que não tenha um cozido na tua cabine. O cara estava mal. Primeiro uivou...., então gemeu. Depois arrotou....peidou, é claro, e para acabar....virou de ladinho e vomitou. A essa altura, pra não moer de pau um cidadão desse, eu chorava de rir. A Pri estava apavorada, curtindo uma bufa francesa. Fedor de vômito com peito francês... ninguém merece. O cidadão simplesmente pegou uma blusa, jogou em cima da “pocinha” e voltou a dormir.

Graças a Deus já era 5:30 da manhã. Levantamos e esperamos nossa chegada. 6:10 estávamos em Bayonne. Tomamos um café com croissant e partimos para Saint Jean Pied de Port. De ônibus.

Pri e as bikes depois da inesquecível noite com El borracho francês. Foto: Leandro Taques


BlogdoTaques, o retorno

A idéia do blog quando nasceu, em 2008, era que atualizações freqüentes fossem feitas, pero, não rolou. Agora, eu e a Pri, estamos fazendo o Caminho de Santiago de Compostela, de bike e acho que temos algumas histórias para contar. Acho que o blogdotaques is back.

Divirtam-se...

Bueno, essa viagem está planejada há mais de um ano, desde abril de 2009. Lá em 2006, quando voltei de Angola, passei uns dias viajando pela Europa e sem querer descobri o Caminho. Na verdade caminhei. Além de ser um programa bacana, bom, bonito...é barato. Comentei com a Pri e decidimos fazer de bike, até porque nosso tempo – de proletários da imagem, - não permitiria 34,35 dias que são necessários para fazer o Caminho a pé.

Viajamos de Curita pra Sampa, onde batemos um “delicioso” picadinho sem vergonha no aeroporto de Guarulhos pela bagatela de 24 pratas....saudades do Manancial.

Voamos de São Paulo para Lisboa e na hora da fila......a polaca, que na verdade é ukraniana mas tem passaporte italiano, foi para aquela, sempre vazia e fluindo, fila dos cidadãos europeus, e eu, tupiniquim, fiquei naquele mar de gente... brasileiros. Agora, vou te contar, carioca tendo piti na fila é de chorar... O cara chamou a mocinha da TAP e esbravejou – Essa fila é brincadeira, isso não se faz blá blá blá, porque lá no Brasil não tem isso. Não deu outra, a mocinha da TAP largou: Ora pois, não tem porque és brasileiro, nós portugueses quando vamos ao Brasil enfrentamos fila. Virou as costas e se mandou. O cara podia dormir sem essa. Bem, entre filas e filas, sobrevivi, sem antes assistir alguns brasucas serem conduzidos às tão temidas “salinhas” e olha que eu fiquei mais de uma hora na fila e a turma não voltou.

De Lisboa voamos para Paris onde uma amiga francesa, a Magalie, nos esperava. Ela, o marido Jerome e as crianças, Camille e Oban, moraram em Curitiba uns dois anos. Há mais de um ano não nos víamos, show de bola. Estão morando em Guyancourt, uma cidadezinha nos arredores de Paris muito bacana, ele vai trampar de bike, menos de 5 km, ela trabalha quatro dias por semana e a escola das crianças é no outro lado da rua.

Pri e Magalie em Guyancourt. Foto: Leandro Taques

A tarde fomos fazer comprinhas na DECATHLON, que agora temos em Curitiba e a noite....mano, fala sério, sair com um “local” é outro papo. Nossos camaradas nos levaram um restaurante em Versalhes, que vou te contar. Versalhes é uma cidadezinha também nos arredores de Paris que conta a história, o Castelo de Versalhes foi construído por um Luiz, acho que o XIV, com o objetivo de sair um pouco do stress do “centro”de Paris....para poder governar melhor a França...vai saber!!!! Voltando ao rango...fomos a uma creperia PELAMORDEDEUS... ô trem bâo sô. Um crepe, bem diferente desses que tem no Au Au, uma delícia, recheado com queijos franceses e tal e para beber uma “cidre”, um pouco amarga, mas uma delícia. Depois do jantar um cafezinho e começou a folia. Não deixaram a gente pagar.

Nós em Versalhes. Foto: Leandro Taques

Prometemos pagar um churrasco quando eles voltarem ao Brasil. Casa, banho e cama.

No dia seguinte, quinta-feira, trem para Paris e, desculpa aí, eu e minha gata, em pleno horário comercial “flanando” na capital francesa. Encontramos o Ângelo e a Ana, camaradas do Brasil que estavam por lá. Eis a globalização: quatro brasileiros, na França, comento num restaurante mexicano. O vinho era um Bordeaux, depois fomos até a MEP – Maison Europeenee de La Photographie e para acabar o dia, Fundação Cartier-Bresson, tudo andando. Já estávamos treinando.

Angelo, Pri e Ana no "La Perla". Foto: Leandro Taques

Brazucas flanando em Paris. Foto: Priscila Forone

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O tal do Enduro FIM

Fim de semana passado (15 e 16/08) fiz um frilote massa. Fotografei a 9ª e 10ª etapas do Campeonato Brasileiro de Enduro FIM, que segue os padrões e regulamentos da FIM – Federação Internacional de Motociclismo, em Campo Magro. A prova é chamada de Enduro Trilha do Ouro. Para entender um pouco melhor, a turma da CBM - Confederação Brasileira de Motociclismo montou, em várias localidades na zona rural de Campo Magro, seis “especiais”, (uma pista demarcada que os pilotos devem percorrer). Nestas pequenas pistas os caras arrebentam e há tomada de tempo. Eles passam três vezes em cada especial durante cada etapa. No fim, soma-se o tempo e o mais rápido vence.

São 5 categorias:

ENDURO 1: motos 2T acima de 175cc e 4T de 251cc até 650cc;

ENDURO 2: motos 2T até 125cc e 4T até 250cc;

ENDURO 3: Over 35, pilotos acima de 35 anos. Pilotos nascidos até 1974;

ENDURO 4: Nacional (Conforme lista CBM).

ENDURO 5: Pilotos Estreantes na modalidade com motocicletas próprias para o esporte.

Na principal, a E1, os pilotos que estão brigando pelo título são Nielsen Bueno (Suzuki Petrobras/Sigvisual) e Sérgio Klaumann (Seka/ Koala Energy/ The Red Sector). Mano, os caras apavoram.

Algumas imagens que fiz por lá...

Abrax





sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Um muito obrigado…

Já se foram mais de 15 dias desde o retorno da China e o Blog do Taques esteve completamente abandonado. O cara volta pra casa, tem que correr atrás da máquina, terminar de arrumar a casa, frilas, contas, enfim, toda sorte de desculpas para justificar uma certa “preguiça” de continuar essa vida de blogueiro.
Mas depois que, a quadrilha se reuniu. Leia-se: LH (o guri de Floraí), Marcos Xavier (Marquito varauzito), André Pugliesi (Jornalista de Merda e Famoso Blogueiro), Pontoni, o Hugo e Eduardo Santana (Zaaanntana) e dedicaram um bom tempo nas observações boas e ruins, mas a maioria boa sobre a minha aventura como blogueiro e depois que Ed, The rock e J. C. Lima, o mito, engrossaram o coro dos elogios sobre o Blog, decidi continuar com a brincadeira.
Mas antes de tudo, gostaria de agradecer aos amigos, inimigos, familiares, conhecidos, alunos (fica aqui um abraço pro André Zielonka e todos os alunos dele que curtiram o blog e estiveram no bate papo na última quinta-feira lá na PUC), mestres e todos que acessaram e deixaram ou não comentários e que, de certa forma tenham curtido tudo que postei aqui. Muito obrigado.
Nesse retorno, a idéia é continuar com as narrativas do cotidiano. Mas vou iniciar uma série intitulada: “As aventuras de Dr. Erwing”. Meus amigos, esse cara tem cada uma pra contar...Incríveis.
Por hora é isso.
Abraço grande!!!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Banzo na China, salinha da alfândega em Dubai e um safari no deserto com um motorista paquistanês muito louco...e um calorzinho

Confesso, na última semana da China bateu um banzo nervoso... Grana acabando, saudades da primeira dama, saudades dos amigos, da mama...Mas vamos que vamos. Partimos da China na quarta-feira com destino a Dubai, nos Emirados Árabes. Na chegada já rolou aquele pavor, o que tinham nos dito no Brasil, que o visto custaria U$ 75,00 acabou virando U$ 123,00. A imigração mordeu mais U$ 48,00. Acertado o visto fomos embora. Quase. Os habibs nos pararam, eu e o jovem Hedeson, por causa das lentes 400mm e nos levaram para uma salinha. Aquele papo, para que serve isso, o que vocês estão fazendo aqui, quanto custa isso... e por aí vai. Depois de uns três ou quatro “delegados” checarem as lentes e os passaportes, fomos liberados. Na saída para o carimbo do visto uma carioca, a Andréa, nos abordou querendo saber para que lado iríamos, pimpa, tínhamos reserva no mesmo hotel. Panorama Hotel, em Bur Dubai. Maravilha, táxi rachado em quatro é melhor. A conta ficou em D$ 60,00, cerca de R$ 7,50 por cabeça. Temperatura 42 graus celcius.
A Andréia, guerreira a moça, trabalha em uma empresa gringa de consultoria em TI e passou as Olimpíadas trabalhando em Pequim. Ela está grávida de quatro meses. Super animada. Quando chegamos ao hotel, cerca de sete da manhã, sugeriu fazermos um safári no deserto. Topamos. Antes disso tomamos um café da manhã e tivemos que esperar três horas para o check in. Uma bela soneca e já era hora do Safari. Partimos numa land cruiser pilotada por um calado paquistanês. Ele passou num segundo hotel para apanhar um casal de austríacos e nos mandamos para o deserto. Temperatura 44 graus celcius.
Aquele papo que 30% dos guindastes do mundo estão em Dubai é bem possível ser verdade, a cidade é um canteiro de obras, passamos pelo novo centro comercial, um prédio mais lindo que o outro. E detalhe, um mais alto que o outro. Impressionante.
Antes de entrarmos no deserto paramos numa venda para pegar uma água e esticar as pernas. Preparados, partimos para a areia. O calado paquistanês falou: Seat belts, please!. Meus amigos, não sei como é lá no nordeste que a turma fala das dunas com ou sem emoção. Aqui em Dubai te garanto que rolou uma emoção, como diriam os gaúchos, fórti. O jovem Hedeson, que tem experiência em pilotagens radicais largou: o cara manja. E por aí foi. O paquistanês moendo na direção. De repente foram surgindo outras land cruisers e um já eramos um comboio de 16 veículos, e as manobras rolando soltas, até achamos que os carros estavam muito perto uns dos outros. Tenso o negócio.
Aquela parada para assistir o pôr do sol e fomos para um acampamento para um churrasco e a belly dance. O narrador era muito engraçado: Ladies and gentleman, boys and girls, good evening... Temperatura 38 graus celcius.
O churrasquinho até estava gostoso, mas a mocinha da belly dance, fraquinha, as nossas “árabes” do Baba Salin dançam muito mais. Depois de tantas emoções voltamos para o hotel e a Andréia não nos deixou dormir, nos convenceu a darmos uma pernada no entorno do hotel. Um sorvetinho e entramos num pub inglês. Decoração futebolística e umas 12 televisões mostrando futebol do mundo inteiro, até o Fluminense apareceu. Tomamos um chopp, o mais caro do mundo (R$ 15,00), pelo menos que eu paguei. Banho e berço. Temperatura 38 graus celcius.
Amanhã tem city tur...
Bravos fotógrafos brasileiros derretendo no deserto em Dubai. Temperatura 44 graus Celcius. Foto: Hedeson Alves

Mulher árabe no deserto. Foto: Leandro Taques

Belly dance no deserto. As nossas árabes do Baba dançam muito mais. Foto: Leandro Taques

Aqui só faltou a minha gata. Foto: Leandro Taques

Andréia, quatro meses de gravidez e guerreira pacas. Figura. Foi eleita nossa manager de turismo em Dubai. Foto: Leandro Taques

Um comboio de land cruisers no deserto. Pacotão bem turístico, mas valeu a emoção. Foto: Leandro Taques

Motora paquistanês muito loko. Mas, segundo o Hedeson, o cara domina a arte. Foto: Leandro Taques

Os prédios comerciais em Dubai impressionam. Foto: Leandro Taques

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Very gooda price, very gooda price...óquei, óquei, give the money…

Com pânico, medo, apreensão e desespero... É mais ou menos assim que você se sente indo às compras em Pequim. Nossa estada na terra de Mao está acabando, quarta-feira nos mandamos. Hoje, fomos bater perna e comprar uns recuerdos. Aquela dica: exercite o seu poder de barganha. Uma jaqueta que na etiqueta custaria Y$ 3820 (R$ 955), acabou sendo comprada pelo jovem Hedeson por Y$ 350 (R$ 87,50). Badulaquezinhos, começam em Y$ 280 (R$ 70) e saem por Y$ 20 (R$ 5). Mas o divertido é o assédio. As vendedoras te disputam quase no tapa. Very gooda price, very cheap Sr. look, gooda quality... e vão te puxando pra dentro da loja e mostrando as mercadorias. E o problema é esse. Existem lojas, com inúmeros boxes, com inúmeros produtos, nesses a barganha rola solta. No começo você fica meio constrangido de chutar o preço baixo. Não tema, sem exagero, pode chutar 10% do pedido no início do papo. Faça sua oferta e vá andando, se tiver jogo, eles vão te buscar. Se levar por 10% é um bom negócio.
Porém, existem lojas um pouco mais “produzidas”, shoppings centers. Nesses, a negociação não tem vez, é o valor da etiqueta e ponto final. Durante as Olimpíadas muitas dessas lojas fizeram liquidações. Os preços até que são bons. Um tênis adidas, que no Brasil custaria cerca de R$ 300,00, o deguinha levou por R$ 115,00. Camisetas, “originais”, produto licenciado dos Jogos, custam R$ 50,00. E para o desespero geral do trio, existe uma grande loja da Apple em Pequim, MacBook, MacBook Air, IPod, IPod Touch e por aí vai. Me amigo é pra acabar. Mas entrar nessa loja e querer abusar faz lembrar daquele luzinha verde ou VERMELHA que pode acender quando chegarmos no Brasil.

domingo, 24 de agosto de 2008

Mais fotos...

Criança no interior da Cidade Proibida. Foto: Leandro Taques

Chinesa no centro de Pequim. Foto: Leandro Taques

Trabalhadores trocam vidro em restaurante no subúrbio de Pequim. Foto: Leandro Taques

Rua movimentada nas proximidades da Praça da Paz Celestial. Foto: Leandro Taques

Prédios no centro comercial de Pequim. Foto: Leandro Taques

Ninho do Pássaro. Foto: Leandro Taques

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Ópera de Pequim

Programa cultural agendado para esta quinta-feira: a famosa ópera de Pequim. Criada no século 18 era apresentada nos mercados populares e feiras da cidade. Atualmente é programa de teatro. Estivemos no Chang’na Grand Theatre, um dos mais indicados. A apresentação, apesar de não entender o enredo, foi interessante. Os figurinos bem coloridos, a orquestra e o coral, impecáveis. E no teatro em Pequim muitas malas aparecem, assim como temos aí no Guaíra. Gente atendendo celular, conversando alto, gente que leva criança de 3 anos para ver Ópera, é óbvio que rolou um berreiro. Mas o diferente foi ver uma galera VIP, bem ali na frente do palco nas mesinhas, tomando chá. Fatalmente ouvimos entre um solo e outro, algumas porcelanas chinesas ao chão. Algumas imagens que fiz por lá.






Fotos: Leandro Taques

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Do you shave?

Do you shave? O nome do figura era algo como: LinTzao... Foto: Leandro Taques


Hoje fomos conhecer a famosa Cidade Proibida. Meus amigos, o tal do imperador já gostava de um pátio grande hein! Como já venho dizendo... Na China tudo é muito grande... A Cidade Proibida não podia ser diferente. Dizem que são 9999 aposentos no complexo todo. A coisa impressiona porque faz pensar que, se só o Imperador e a família e mais os empregados mais “qualificados” tinham permissão para entrar na Cidade, era muito espaço. Construída numa área de 74 hectares, entre 1406 e 1420, consumiu a mão de obra de 200.000 trabalhadores. Foi destruída e reconstruída inúmeras vezes. Em 1912, com a queda do Império Chinês, a Cidade Proibida deixa de ser a capital do Império Chinês. Em 1931, com a ofensiva japonesa, mais uma vez uma grande parte da Cidade sofreu avarias e muitos objetos foram levados para Tóquio. Depois do fim da Guerra foram devolvidos.
Bacana a Cidade Proibida, mas é aquele lance, o que tem de turista... Como “adoro” aglomerações turísticas... Tá visto. Acabei me perdendo do jovem Hedeson, fui tomar um sorvete, uma água e desisti de esperá-lo, me larguei pra dentro dos Hutongs.
Foto aqui, foto ali, passei na frente de uma barbearia... Quem faz a barba no barbeiro sabe que é um barato, toalha quente, espuma, massagem... A idéia era fazer a barba, perguntei no “mimicaquês” - costas da mão sobre o rosto, movimento lento de cima para baixo, de baixo para cima, até ajudei o camarada – Do you shave? – ele disse que sim. Perguntei How much? - 20 pratas. Entrei. A cadeira não era aquela cheia de estilo, como a do japa lá do Mercado Municipal, mas tinha o seu conforto. De repente, o china pega a tesoura zupt, corta o meu cabelo... PQP era para fazer a barba maluco... Bem, para não promover um impasse diplomático, deixei o cara prosseguir. O cara esforçado, maquininha zero, apara aqui, apara ali, feito a primeira etapa, vamos lavar a cabeleira. Ele me orienta, me viro e vejo uma pia, melhor, uma piazinha. Gentilmente ele arruma a cadeira na frente da pia e ali mesmo, com chuveirinho e tudo e detalhe, duas demão de xampu. Volto para a cadeira, mais umas tesouradas e secador nele. Depois daquilo, nem arrisquei pedir pra fazer a barba. Tentei descobrir o nome do sujeito, algo parecido com LinTzao... O cabelo até que ficou bacana, STILE China. Paguei e me mandei...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Fotos....

Restaurante no bairro de onde os brasileiros foram convidados a se retirar. Foto: Leandro Taques

Trabalhador chinês no metrô. Foto: Leandro Taques

Aquário de Pequim. Foto: Leandro Taques

Feira livre no subúrbio de Pequim. Foto: Leandro Taques

Torcedor chinês dando uma força para o Baxi. Foto: Leandro Taques

domingo, 17 de agosto de 2008

Churrasco cearense...

Não contem para os gaúchos... Mas tem nordestino fazendo churrasco bacana aqui na China. O Beto, um simpático cearense piuchado e tudo, é o chef do restaurante da rede Brazilian Churrascos, que fica no hotel Crowne perto da Vila Olímpica aqui em Pequim. Ontem estivemos por lá. O preço não é lá muito o padrão mochileiro de ser, mas como o Deguinha insistiu, encaramos e deixamos por lá 270 dinheiros chineses (R$ 67,50), detalhe, só bebi pepsi. O rango muito bacana, picanha australiana, mignon da Mongólia. Os chineses até arriscam um “filé mignon sr?” na hora de servir... Quando veio o frangote perguntei: Pelo menos o frango é brasileiro? O Beto respondeu: é, mas passa uns dias na Arábia Saudita... Frango brasileiro aqui na China ta difícil de entrar...

sábado, 16 de agosto de 2008

Vaias contra o Japão...

Neste sábado fomos assistir o passeio do vôlei masculino contra a polacada. O primeiro set foi meio equilibrado, depois só deu Brasil. 3 a 0, parciais 30/28,25/19 e 25/19.
O povo chinês, notadamente a maioria no ginásio, se comportou muito bem durante o jogo. Suspiros e aplausos nas jogadas mais disputadas, fazendo a ooooooola quando o telão pedia, e assim por diante.
O segundo jogo, foi Venezuela contra Japão. Aqueles mesmos espectadores, na maioria chineses, mudaram o comportamento. As vaias apareceram. Japão sacando, vaias em peso. No início do jogo ainda um pouco tímidas. Mas o caldo engrossou. Japão sacando era uma vai só. Ponto venezuelano, delírio total.
Funcionou.
A Venezuela venceu o jogo por 3 a 0 (25/23, 25/21 e 25/23) e ainda tem chances.

Mais fotos

Gerações se cuidando. Foto: Leandro Taques


Esse feirante não quis muito papo com o fotógrafo. Foto: Leandro Taques


Peixinho estranho esse hein?! Aquário no Zoológico de Pequim. Foto: Leandro Taques

Concentrados numa partida de xadrez chinês. Foto: Leandro Taques


Fim de noite para os mecânicos daqui de perto de casa. Dia bem trabalhado vale uma cerveja... Foto: Leandro Taques

Convidados a se retirar dos subúrbios de Beijing, a Capital do Norte

Depois de uma noite do corvo, (é inacreditável como o Deguinhas ronca, o cara não deixa ninguém dormir, inclusive hoje, se ele não parar com isso, vai dormir pra fora, de novo), acordamos tarde (claro, só conseguimos dormir em paz depois que o roncador foi para a bolha, isso depois das 9hs da manhã).
Pegamos a linha do metrô número 1 e fomos até a última estação, uma hora e 15 minutos de viagem. Quando chegamos, não sabendo exatamente onde, já eram quase 4hs da tarde. A fome já batia e fomos rangar. Um simpático restaurante que servia carnes e você as assava numa chapa, ali na mesa mesmo. Detalhe, a carne é cortada com uma tesoura.

Claro que não é uma "Grimpa Steak House" mas é divertido. Foto: Hedeson Alves

Depois do almoço fomos, mais uma vez, flanar. Andamos cerca de 40 minutos e encontramos um boteco com uma mesa sinuca. O jovem Hedeson levou uma surra no bilhar... O guri tem que treinar um pouquinho. Mais adiante e entramos numa feira livre. Muita verdura, fruta, carnes, pimentas, cereais enfim, tudo que uma feira livre tem. Inclusive cheiros, muitos cheiros. Nós, desde a sinuca, já havíamos virado celebridade no local. Todos olhando e comentando. A gente na boa, fotografando (quem permitia, teve gente que não quis papo). Tomamos uma gelada na caminhada. Na volta, fomos convidados a compartilhar um rango com quatro figuras, no mínimo, polêmicas. Quatro jovens chineses na mesa de um pequeno restaurante completamente vazio. Os caras, sem camiseta, cheio das tatuagens, dragões e serpentes, bem aquele padrão de máfia chinesa que a gente está acostumado a ver nos filmes. Sentamos, trouxeram cerveja e uma pinga bem adocicada. Papo de louco, o inglês dos caras: Very good, Baxi (Brasil), Ronaldo. O meu chinês: Ni hau (Olá), gambei (saúde). E nisso ficamos ali, eles tiravam um sarro de lá, e a gente tirava um sarro daqui e lá se foram algumas geladas e decidimos andar. Quase nos deram umas pancadas quando o Hedeson quis pagar. Tudo por conta dos tatuados.

Não tenho certeza, mais tem a maior pinta de máfia chinesa. Foto: Leandro Taques

Seguimos nossa caminhada. Saímos da feira e paramos mais uma vez, agora para a saideira. Algumas fotos aqui e ali, alguns welcome to Beijing, uns brindes... Um jovem chinês chegou na mesa para fazer um brinde e o convidamos para sentar conosco. Ele não falava inglês, ligou para a namorada e ela toda curiosa sobre a gente, querendo saber se estávamos sendo bem tratados em Beijing. - Beijing people is very friendly... Expliquei para ela que em todos os lugares que estivemos sempre fomos bem tratados e tudo mais. Ela agradeceu. A essa altura mais um chinês estava conosco na mesa, adorava o Ronaldinho, sempre jogava play station com o time do gaúcho. Fizeram questão de pagar um espetinho de camarão pra a gente.

Curtindo uma gelada e um espetinho de camarão no subúrbio, bem longe da bolha olímpica. Foto: Leandro Taques

Fui ao banheiro (Diga-se, banheiro público. Mano tem que ser corajoso, não é pra qualquer um). Quando saí, fiz uma foto e de uma rua lateral surgiu uma viatura da polícia que parou e o policial saiu do carro me chamando. Quando viram o carro da polícia, nossos amigos chineses voltaram para o lugar deles. Cheguei até a nossa mesa, - praticamente na rua essa mesa, - e, falei pro Hedeson, respira mano, o bicho vai pegar. O guardinha começou a falar comigo em chinês... e eu, com ele, em inglês. Mais uma vez, papo de louco. Toda a vizinhança chegou para ver de que se tratava. Eu explicando pra ele que estávamos só tomando uma cerveja e comendo um espetinho. Depois de muito papo, o guardinha largou, muito educadamente, deixando claro que nossa presença ali era incômoda: This area is very dangerous... Go back to hotel...

Provavelmente avisados pelos dedos-duros, a polícia chegou e nos convidou a se retirar. Foto: Leandro Taques

Os policiais voltaram para o carro e estacionaram a viatura numa esquina e ficaram ali, nos “cuidando”. O clima melou, resolvemos ir embora. Ainda passei na viatura e pedi informação de como chegaria na estação do metrô. – That way... A viatura nos acompanhou até a saída do bairro e em seguida fomos escoltados por três chineses de bicicleta. Senhores que levam uma braçadeira, tipo de capitão do time de futebol. Ainda não sei o que são. Mas me pareceram os dedos-duros. O Hedeson, abusado, pediu uma carona na bike dos caras.

Garoto abusado esse Hedeson... Foto: Leandro Taques

Chegamos na estação de metrô, sãos e salvos...