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terça-feira, 22 de abril de 2014
Dia 23: início da greve e do acampamento em frente ao Palácio
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Mais fotinhos
Esse tal de Jazz...
Sabe que o mais fantástico de “flanar” é o fato de que tudo, realmente tudo, pode acontecer. Depois de uma bela noite de sono quase perfeito - o colchão da minha cama era bem mole....tipo, durmo como se estivesse numa rede, faz parte - , bati aquele desaiuno maroto. Suco de goiaba, pinha (abacaxi), fruta bomba (mamão), café com leite, ovos fritos, salsicha e pão com manteiga. Peguei uma orientação para aquele cambio monetário e cai na flanação... Doletas trocados, cheio de CUC’s fui bater perna a esmo. Chego no tão famoso Malecon, é domingo a turma está meio preguiçosa. El Vedado está tranquiiiilo. Hotel Habana Libre, Hotel Nacional de Cuba, e essa parte da cidade me lembra a cidade baixa em Luanda. A diferença é que lá a manutenção não houve porque estiveram, durante 27 anos, em guerra civil. Em Cuba, não. Por falar em Angola, estou fotografando numa praça eis que dois senhores me chamam... Papo vem papo vai... ambos conheciam Angola...o mais velho lutou por lá. Operação Carlota, década de 70. Deram uma surra nos sul-africanos. Me perguntam se gosto de música. Sim, por quê? Um deles me diz que o filho mais novo toca numa banda de Jazz e vai se apresentar a noite no “Teatro Mella, na Línea”. Volto pra casa e tiro uma soneca, banho, acerto minhas diárias com a Glória, e encaro a caminhada, uns dois km de casa. Chegando no Teatro Mella, eis a surpresa. Tratava-se do 27o Festival Internacional Jazz Plaza La Habana. Naquela noite o show foi com Joaquim Betancourt e su Jazz Band, com participação do maestro Frank Fernandez (http://www.frankfernandezpianista.com/pages/6_audio.html). Não sou lá muito conhecedor de Jazz, mas meu amigo, que show. S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L. Pena que o Festival terminou com aquele show.
Segue o site o Festival para os entendidos.....
http://www.cubarte.cult.cu/servicios_especiales/JazzPlaza2011/index.php?lang=en
domingo, 22 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
A incrível multiplicação das horas...de espera.
Em pleno dezembro, época de Natal, Ano Novo, aeroportos no Brasil bombando, todo mundo feliz, férias... Ambiente muito fértil para o “caos aéreo” ao qual já estamos, nós brasileiros, nos acostumando. Sabe que o “atraso” para embarcar em São Paulo, para Buenos Aires, foi tranquilamente aceitável. Não passou de 30 minutos. Meu itinerário até La Isla Del Comandante era o seguinte: Curitiba/São Paulo/Buenos Aires/Havana. Pois bem, em Buenos Aires, cheguei 23:50hs e o vôo para Havana estava marcado para 04:05hs, ali pela uma da manhã, naquele painel de DEPARTURES, eis que no CU 361 (meu vôo para Havana), aparece um DEMORADO, traduzindo, DELAYED, ATRASADO... tipo dançou, vai ter que esperar... Remarcado para 8:30hs. Fazer o quê... esperar. Achei um canto no airport e “tentei dormir”. Vira pra cá, vira pra lá, um soninho sem vergonha.... Eis que 06:00hs, no mesmo painel de DEPARTURES, o mesmo CU 361 muda novamente...DEMORADO, remarcado para 12:30 hs. Acabei fazendo o check in 10:15. A simpática funcionária da CUBANA AEROLINEAS, me entrega a passagem e me orienta. - Embarque pelo portão 5, preste atenção que o portão pode mudar e também há possibilidade do horário do vôo ser alterado. O portão em que embarquei foi o 4 e o vôo atrasou “apenas” mais uma hora e meia. E pensar que ainda faltavam nove horas até La Habana...
A minha não veio
Nove horas de vôo depois, descubro que o avião desce antes em Varadero, tipo, 90% da “carga” ficou por lá. Uma horinha parado para voar mais 30 minutos e, finalmente, chegar em Havana. Tramites de entrada sem grandes demoras ou burocracias. Estou na esteira aguardando minhas malas. Malas estas que carregavam muitos regalos. Regalos do João Urban, da Letícia Junqueira, do Cisso, pai da Patrícia, da Fernanda, mãe da Janaina. Ah! E a minha roupa para ficar um mês em Cuba. Pois bem... Todo mundo pegou sua mala, pacotes, caixas....e o Taques nada. Pensei “naquilo”... e batata. Minhas bagagens não vieram. Saio no saguão e Reinaldo, me espera com seu amigo, Dajul, de 68 anos. Meu vôo atrasou onze horas. Olho para a fila da CADECA – CAsa DE CÂmbio e parecia a fila do Magazine Luiza na promoção de início de ano... quilométrica...... Vamos embora. Amanhã eu pego CUC, a moeda convertida. Chego na hospedaria, “Gloria’s & Lázaro a solo 100mts de la Universidad de La Habana”...Honestíssima. Até ar condicionado tem. Banheirinho com água quente e tudo. Banho e cama. Sem roupa. Amanhã vai ser outro dia...
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
The time has come... Parti... Cuba aí vou eu...
Bueno, finalmente o dia 16 de dezembro chegou. Estou em Guarulhos batucando esse post rumo a Isla Del Comandante. Uma viagem há tempos desejada – se não me engano, desde a década de 90. Desta vez foi...parti.
Alguns camaradas já conhecem essa história, mas preciso contar pra quem não sabe. Pensa num ARREPENDIMENTO...Não sei exatamente quando, acho que lá em 2002 ou 2003, uma amiga minha, que não lembro quem, indicou meu nome para um professor, que também não lembro o nome. Acho que, na época, ele dava aula na Unibrasil...
Pois bem, o tal professor me ligou:
- Leandro, aqui é Fulano, quem passou teu telefone foi a Beltrana.
- Opa professor, tudo bem?
- Tudo. Seguinte, nossa amiga em comum me disse que planejas ir para Cuba. Estou organizando um grupo de estudantes para participar do Congresso XPTO, que acontece em Havana mês que vem. Podes ir conosco.
- Que beleza professor, e quanto custa essa empreitada? Quantos dias? Como funciona?...
- Ficaremos em hotel tal, durante 10 dias participando disso, daquilo etc e tal (confesso que não lembro dos detalhes)... O custo vai ficar em U$ 2000,00 e podes parcelar em X vezes...
- Legal professor, preciso fazer umas contas aqui e voltamos a falar.
- Óquei, te ligo no fim da semana.
Eis que fiz as contas, na época estava fazendo uma pós...enfim, as granas estavam curtas, sem contar que achei pouco tempo...muito bate e volta. O professor me ligou na sexta-feira.
- E aí Leandro, vamos pra Havana?
- Pôxa professor, obrigado pela atenção, mas não tô podendo. A grana tá curta.
- Tranquilo rapaz, não esquenta a cabeça. Eu organizo grupos para Cuba com frequência. Em outra oportunidade você vai.
- Óquei, mais uma vez obrigado.
A vontade conhecer La Isla Del Comandante é rodeada de curiosidade e confesso, naquela época, um pouco de exotismo. A história que todos conhecem daquele bando de barbudos que derrubaram um governo e fizeram a Revolução. A saúde, a educação, mutirões internacionais de colheita de cana de açúcar...a música, a dança, charutos, rum, Buena Vista Social Club...blá blá blá blá... O Comandante que fala horas a fio... Quem é esse Fidel Castro, amado por uns e odiado por tantos outros... Para muitos, um mito.
Pois bem, eis que uns 40 dias depois de eu NÃO TER TIDO GRANA PARA IR A CUBA, abro a Gazeta do Povo e, na coluna do Bessa vejo uma foto em quatro colunas, dessas tipo “baladinha” quando a galerinha toda se abraça e posa pra foto... e a legenda era mais ou menos assim:
Alunos do professor Fulano de tal, da Unibrasil, durante o Congresso XPTO que aconteceu em Havana posam com EL COMANDANTE. Fidel Castro estava no congresso...
Pensa no pânico do, na época cabeludo, aqui. ARREPENDIMENTOOOOOOO!!!
PHODA. Essa é uma foto que eu gostaria de ter.
Dizem que todo fotógrafo precisa ir para Cuba... as cores, as pessoas, é fantástico fotografar por lá. A probabilidade de fazer uma foto com Fidel Castro é pequena, mas agora chegou a minha fez de conhecer Cuba.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Fotos e mais fotos...







Um dia fora da média
Detalhe, o hotel onde ficamos era novinho, fomos os primeiros hóspedes. Não havia nem recepcionista, porteiro... Acertei com o espanhol que nos deu a chave (do Hotel) e foi embora. “Amanhã vou numa primeira comunhão e só venho pra cá depois do almoço”. Sem problemas, jogo a chave por debaixo da porta e seguimos viagem. Bonitões como sempre....Donos do hotel. Batemos um jantar maneiro e adivinhem... O simpático e solícito alemão estava jantando no mesmo restaurante. Pois o cara veio a nossa mesa e fez questão de pagar um vinhote para os bravos brazucas. Figuraça. O nome dele: Joaquim. Voltamos para o NOSSO hotel. Tomei aquele banho de derreter os miolos.....Demoraaaaaado. Ropinha limpa, sem peregrinos a peidar e roncar. Tinha até uma TV. Fui assistir os noticiários. A Pri foi tomar banho...Pasmem. A água quente acabou. A polaca ucraniana teve que encarar um banho gelado. Um biiiiiico.
Os “tipos” de “bicigrinos”*
Bike de um "bicigrino"* da catigoria "Os Loucos". Foto: Leandro Taques
Aquela coisa, a gente vai passeando, curtindo, pedalando, tirando uma onda e tal. Nesses dias de pedal já deu para sacar as “catigoria” de bikers que pedalam pelo Camino. Vamos a elas:
Os “real” bikers – Os caras tem aquela intimidade com a magrela. Pelo jeitão fazem muitas viagens de bike. Carregam o necessário: Saco de dormir, duas roupas de passeio, duas roupas de bike e necessaire. Devem pedalar entre 100 e 140 km por dia.
Os alemães – Mano você não tem noção do que tem de alemão pedalando por aqui. Detalhe, o mais novo tem 65 anos. Só dá terceira idade moendo no pedal. De vez em quando aparece um mais jovenzinho, tipo 48 anos, que pedala 120 km por dia. Esse inclusive nos ajudou quando o bagageiro dianteiro da Pri quebrou.
Os malandrões – Nessa “catigoria” tem de tudo, jovem, coroa, vovô... Os caras começam a pedalar na cidade X e vão até a cidade Y, uns 80, 90 Km adiante. Levinhos sem, ABSOLUTAMENTE, nada, nem bomba ou câmara extra. Claro, não precisa, acompanhando a galera uma baita de uma van de apoio com tudo. Mecânico, lanchinho, aguinha...é mole? Os caras chegam no destino e SIMPLESMENTE largam as bikes. Tem alguém que vai recolher, dar uma geral... coisa fina.
Os loucos – Esses são brasileiros, tipo, um casal de fotógrafos, sem noção de peso. Curtem pedalar e fotografar. Descobriram que os dois juntos, pedalar e fotografar, dói. Mas são guerreiros. Fizeram 600 km em 11 dias, media de 54 km/dia. Para o tanto de peso, até que foram bem.
* peregrinos que fazem El Camino de bike.
Mais fotinhos...










Estella Lizarra e a popularidade de Paulo Coelho
Em Estella Lizarra ficamos num albergue paroquial sem custo. Só doações. Uma francesa muito simpática nos atendeu. A noite foi servida uma sopa para todos os hóspedes. Uma deliciosa sopa. Dentre a galera, um australiano com uma filha e dois filhos super animados. O mais novo tinha 13 anos e, segundo o pai, o mais rápido na trilha. Outra figura era uma senhora alemã...falava mais que o homem da cobra e além disso falava inglês, italiano, espanhol e francês... Imagina. Contou que morou em Londres, rodou o mundo e, “when I was young and pretty” tinha namorado um australiano e conhecido toda a Austrália com ele. Figuraça.
No dia seguinte, antes de partir, fiquei de cara com um “biker”. O cara tinha GPS, 13 tipos de mapas, com quilometragem, altitude, tipo de trilha a ser percorrida, sem contar que o malandro estava levinho...enquanto eu e a Pri..... Bueno, fiquei pensando, será que tem graça assim? Todo cheio dos equipamentos, mapas, computador de bordo, se bobear daquela mochila do cara, dependendo do trajeto a ser percorrido é capaz de sair uma barrinha de cereal XPTO exclusiva para aquele trajeto. Também é capaz da água ser preparada para X ou Y tipo de pedalada.... me desculpe, tecnologia é bacana mas assim não tem graça. Partimos rumo à Logroño.
domingo, 30 de maio de 2010
Benhuka 1 x Taques 0

Nossa passagem por Pamplona foi super bacana. Ficamos no Albergue Jesus e Maria, uma antiga igreja que foi reformada e adaptada para abrigar os peregrinos. Gigante (veja fotos). A noite fomos dar um rolé e jantamos num botequim árabe, uma pizza turca e um chopinho porque ninguém é de ferro. Na manhã seguinte, partimos rumo à Puente La Reina-Gares, decidimos seguir pela trilha do Caminho e não pela estrada. Passamos pela Universidade de Navarra, um asfaltozinho maneiro, um pueblo chamado Cizur Menor e acabou a festa, trilha com pedra solta. Lembra daquela questão do peso em demasia? Bueno, eu estava logo atrás e confesso, foi lindo, muito rápido, mas lindo. A Pri foi indo, indo, esquerda, direita, esquerda a bike pesada, patinando nas pedras, a dianteira escapou e pareceu um cabrito saltitante. CI-NE-MA-TO-GRÁ-FI-CO o tombo da gata. Um susto, pois a moça caiu e ficou, tipo imóvel. Calma dona Beth, não foi nada. Só um roxo na bunda e milagrosamente nenhum arranhão nos braços. Só dei risada depois que confirmei que a gata estava bem. HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA.
Roxo do tombo da Pri. CI-NE-MA-TO-GRÁ-FI-CO. Foto: Leandro Taques
Nesse mesmo dia cruzamos com dois casais de alemães. Mano o cara tinha 70 anos e estava moendo no pedal. As duas senhoras num gás fantástico. Que inveja.
Cheiros, texturas e uma Lei da Física
Para mim essa viagem de bike está sendo novidade. Diferente da Pri, que já foi atleta de alta performance, já viajou de bike várias vezes, fez corrida de aventura e tal...para mim, é tudo novo. Interessante algumas coisas que vão acontecendo. Por exemplo, quando você está em Curitiba e dá um pedal até Campo Largo, a bike está maravilhosa, toda durinha, silenciosa, leve, limpa... Numa viagem, em que o peso está acima do recomendável, alguns “barulhinhos” começam a chamar a atenção. Você reza e vai se acostumando, todo dia tem um novo.
Outra coisa são as texturas das pernas, do rosto, das mãos. 6, 7, 8 horas na bike é a corrente que cai e você arruma. Tira luva, coloca luva, sua, descasca laranja, pega um punhado de frutas secas e assim vai. Nem sempre tem aquela torneira para lavar a mão com aquele sabonetezinho, enfim...
Sempre desconfiei desses ciclistas que se depilam... sem preconceito, sempre achei uma viadagem. Os profissionais alegam que depilados o atrito é menor e se ganha em velocidade, há também a questão de, no caso de queda, sem pêlos há menos bactérias e a cicatrização é mais rápida. Sei lá, mas nada como ficar cinco dias pedalando para concluir que, quando se pedala, pêlos atrapalham. Tipo, você já se cheirou depois de 7 horas de pedal? Mano... é discusting.
Lembra daquela Lei da Física que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Bueno...quando arrumei as coisas em Curitiba, tudo estava perfeito, acomodado, apertado, eu admito mas...depois que se desfaz a mochila pela primeira vez vira uma zona, alem disso tem aquele tênis que pinta numa promoção imperdível, aquela jaqueta de bike que você precisa e assim vai. Pelo menos até agora venho contrariando a Lei da Física.
42km rezando
Na Espanha também tem ladrão
Depois de instalados em Rocensvalles, num albergue de “containers”, sem banho quente, tipo lá no fundão do terreno, como se os ciclistas fossem renegados, fomos bater um rango, novamente um menu Del peregrino. Bem, Rocensvalles é uma curva na estrada com uma igreja, um hotel, um convento e um albergue. Um pueblozinho no pé da montanha. Muitas motos na estrada. O Betão iria pirar nos alforjes rígidos, cada motão. A mais fraquinha que vi foi uma BMW 1200cc. A galera tira a motoca da garagem e vai passear na montanha, tomar um café, dar um rolé.
Pois bem, durante o jantar, sentamos junto à duas holandesas, um italiano e um escocês. Jorge Mc alguma coisa. O cara estava passado. Contou que estava fazendo O Caminho to find myself and what to do with my life, ele era surdo, tinha perdido a audição por conta de um vírus, também tinha perdido o emprego e na noite anterior teve a bike roubada enquanto dormia em Pamplona.
Quase rolou uma lágrima.
Pânico nos Pirineus
Depois da inesquecível noite com El borracho francês, a dupla, naquela adrenalina...Chegamos em Saint Jean Pied de Port, vamos começar a pedalar e tal...Não foi bem assim. Primeiro, ao montarmos as bikes, fiquei imaginando se eu NÃO tivesse colocado aquelas fitas CUIDADO FRÁGIL, em que estado as bikes estariam. O câmbio da minha deve ter sido chutado. A mesa (pecinha que suporta o guidão) da bike da Pri simplesmente foi corroída, imagine o cara arrastando a mala e a mesa lixando o asfalto....enfim, como diz o outro, faz parte. De cara, ao montarmos as bikes e alforjes uma constatação: trouxemos MUITA, mas MUITA COISA mesmo. Sugere-se 12kg de carga, estamos com 22kg cada um. A simples pedalada da estação do busão até uma oficina de bikes já deixou claro que o peso seria um GRANDE complicador. Deixamos as bikes para uma geral na oficina e fomos fazer nossas credenciais.
Albergue novinho, bike arrumada, batemos um menu do peregrino, um rolé na cidadezinha, umas fotinhAs, jantar e cama.
Não tem jeito mesmo, eu sou um pé frio. Quando não é o Rodolfo para roncar, tem um maldito coreano à duas camas da minha se esguelando a noite toda. Resumindo: dormi quase nada.
Chegou o grande dia, o começo do pedal. Dia lindo, céu azul, friozinho de manhã e o sol pintando. O primeiro dia para o peregrino que inicia O Caminho em Saint Jean Pied de Port é pancada, são 27km cruzando os Pirineus. Só subida. No nosso caso, dos 27km, empurramos as bikes uns 18, no mínimo. Pânico, desespero, frio e a cada avanço, mais subida. Quem é que teve a idéia de trazer equipamento fotográfico? Quem é que teve a idéia da trazer garrafa térmica? Quem é que teve a idéia de trazer a rede? Quem é que teve a idéia de trazer o tripé? Quem é que teve a idéia de trazer uma nécessaire desse tamanho? Quem é que teve a idéia? ....meu amigo e o pior, não dá pra deixar nada para trás.... Além disso um húngaro cheio de gracinha larga: oh man, you have too much stuff. Depois de 9 horas de pânico tivemos uns 15 minutos de prazer: a chegada em Rocensvalles é uma descida de uns 3km que foi só alegria. Quando carimbamos a credencial, compramos um guia com mapas e dicas sobre O Caminho para ciclistas... Existia uma alternativa menos penosa para quem está de bike....too late.
Só duas horas de pedal e olha o estado da criança. Foto: Priscila Forone
"Sorrindo pra foto" em pleno Pânico nos Pirineus. Foto: Priscila Forone
A pedalada foi pesada mas valeu pelo visual. Foto: Priscila Forone
Eu sorrindo......mas já estava morto. Foto: Priscila Forone
Momento maçã. Foto: Priscila Forone